quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Não diz nada, você não diz nada. Apenas olha para mim, sorri. Quanto tempo dura? Faz pouco despencou uma estrela e fizemos, ao mesmo tempo e em silêncio, um pedido, dois pedidos. Pedi para saber tocá-lo. Você não me conta seus desejos. Sorri com os olhos, com a mesma boca que mais tarde, um dia, depois daqui, poderá me dizer: não. Há uma espécie de heroísmo então quando estendo o braço, alongo as mãos, abro os dedos e brota. Toco. Perto da minha a boca se entreabre lenta, úmida, cigarro, chiclete, conhaque, vermelha, os dentes se chocam, leve ruído, as línguas se misturam. Naufrago em tua boca, esqueço, mastigo tua saliva, afundo. Escuridão e umidade, calor rijo do teu corpo contra a minha coxa, calor rijo do meu corpo contra a tua coxa. Amanhã não sei, não sabemos.
O Afogado
Mas não é verdade que nunca tivesses suspeitado desta tarde e desta fome: não é verdade que por um momento sequer tivesses tentado fugir à tua trágica determinação: não é verdade que alguma vez tivesses sequer pensado numa possibilidade de salvação: sabias desde o começo da consistência ácida do que tecias, e no entanto persistias nela, como quem penetra num beco sem saída, caminhando pela estreita dimensão que sabias desde sempre, intransponível: sim, tu sabias deste momento a construir-se desde o começo, e não fizeste nenhuma tentativa de evitá-lo: agora é necessário que enfrentes: embora talvez não soubesses do depois deste momento que se faz agora e portanto não possas estar preparado para o próximo momento: mas deste sabes: tudo se encaminhou para ele, e já não podes fazer mais nada, á não ser enfrentá-lo: tens ainda o que convencionaste chamar força: tens ainda todas as partículas de tua determinação: tens ainda a tua integridade, embora saibas que ela pode te destruir: pois então toma dessa fibra que a si mesma se construiu em solidão sob teu olhar espantando e impassível: toma dessa fibra feita de algo tão denso quanto o ódio: toma do teu ódio: agora enfrenta.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Exclusividade.
Um dia exclusivo a você. Fazer tudo aquilo que sempre queríamos fazer com vontade sem ter ninguém para atrapalhar. Realizar sonho, atingir metas. Você me disse que seria seu ultimo dia aqui comigo. Antes que não lhe dava bola, farei de tudo para recompensar tudo aquilo que não fiz em alguns anos, fazer em apenas um dia. Aproveitar cada segundo. Em um dia irei fazer de tudo para demonstrar aquilo que em alguns anos eu não consegui. Irei demonstrar meu amor imenso, que nem distancia apaga! O que ira apagar é as magoas, e tristezas que ficaram pra poupar-me da culpa. Pensamentos. E ainda dizes que parte disso é culpa minha? Eu não tenho culpa nenhuma se tu não acreditas em meu amor! Que fiques com tudo na tua consciência e no teu peito. Eu lavo minhas mãos. Esperas que eu mude? Pois então, mudarei. Tudo pra te deixar feliz, em um dia e nada mais. Quero que tenha lembranças boas de mim. Tenho certeza que ajo errado, ajo por impulso, ajo ao contrário. Mudo as ordens, e que no final me prejudico. Tenho certeza que em um dia você nunca esquecera de mim. E nesse dia disse tudo àquilo que queria falar onde a timidez de ser negada não deixava. Mas, hoje eu lhe digo que eu faço tudo por você.
Iria até nuvens e escreveria seu nome, pra para vê-la somente feliz!
Iria até nuvens e escreveria seu nome, pra para vê-la somente feliz!
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
• Olhar
Era meia noite e meus olhos não fechava por nada.
Sentia que o meu mundo estava desabando em cima de mim.
Sentia minhas mãos maiores que eu mesma.
Sentia um calor que vinha me levar, esse calor bom.
Sentia que eu estava morrendo por um dia.
Perdi por algumas horas meus movimentos das pernas, dos braços, dos olhos.
Meus olhos ficavam fixados em uma luz, essa tal luz era como se fosse meu mundo. O mundo que eu pensei que fosse só meu. Mas não, é tão consfuso de se entender que eu mesma chorava de dor.
Dor essa que não passava e que dor hein. Notei que esse ano eu teria que mudar, deixar de lado a pessoa que eu pensava que não iria me afetar. Deixar de fingir ser a forte e dar meu lado frágil.
Nesse tempo que fiquei fora de mim, passou em meu pensamento um rapaz, e que belo rapaz. Ele não saiu do meu pensamento, e me fez rir do nada, uma risada gostosa. Fazia-me rir por tudo e todos, um ar de tranquilidade e paz, ele passava. Não quero falar dele e sim de mim.
Seis da manhã e nada de dormir... Descobri nesse meio tempo coisas que não devia. Só mefizeram ficar mais e mais confusa. Sete da manhã, resolvi fazer meu tratamento bem direito. Afinal, de que vale fazer uma vida toda se você não aproveitar bem?E é assim que vou levar minha vida. Corrigir erros e tentar acertar mais, jogar limpo!
Sentia que o meu mundo estava desabando em cima de mim.
Sentia minhas mãos maiores que eu mesma.
Sentia um calor que vinha me levar, esse calor bom.
Sentia que eu estava morrendo por um dia.
Perdi por algumas horas meus movimentos das pernas, dos braços, dos olhos.
Meus olhos ficavam fixados em uma luz, essa tal luz era como se fosse meu mundo. O mundo que eu pensei que fosse só meu. Mas não, é tão consfuso de se entender que eu mesma chorava de dor.
Dor essa que não passava e que dor hein. Notei que esse ano eu teria que mudar, deixar de lado a pessoa que eu pensava que não iria me afetar. Deixar de fingir ser a forte e dar meu lado frágil.
Nesse tempo que fiquei fora de mim, passou em meu pensamento um rapaz, e que belo rapaz. Ele não saiu do meu pensamento, e me fez rir do nada, uma risada gostosa. Fazia-me rir por tudo e todos, um ar de tranquilidade e paz, ele passava. Não quero falar dele e sim de mim.
Seis da manhã e nada de dormir... Descobri nesse meio tempo coisas que não devia. Só mefizeram ficar mais e mais confusa. Sete da manhã, resolvi fazer meu tratamento bem direito. Afinal, de que vale fazer uma vida toda se você não aproveitar bem?E é assim que vou levar minha vida. Corrigir erros e tentar acertar mais, jogar limpo!
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